Datner - Educação Empresarial
 
 
 
 
02/04/2015
2.LÚDICO não é joguinho!!!
 

O JOGO  (do livro de Yvette Datner Jogos para educação empresarial)

O jogo por estar associado ao caráter “lúdico” ou “recurso de desenvolvimento pessoal e profissional ”  ou “entretenimento” ou “brincadeira” leva a diversas interpretações e validação de uso.  No entanto, ultimamente tem se atribuído a qualquer atividade de movimento de um grupo o caráter de jogo. Outra vezes, atribui-se a um jogo que se retira de um manual, um poder mágico para resolução de qualquer situação de conflito ou de tensão num grupo. É um erro, pois, dependendo do jogo, ao invés dele tirar as pessoas da zona do furacão provocam o contrário.            HUIZINGA (1980),  em 1938, escreveu seu livro “HOMO LUDENS” no qual argumenta que o jogo é uma categoria absolutamente primária da vida, tão essencial quando o raciocínio (HOMO SAPIENS) e a fabricação de objetos (HOMO FABER), então a denominação HOMO LUDENS, traz o  elemento lúdico que está na base do surgimento e desenvolvimento da civilização.

            O autor define jogo como: “uma atividade voluntária exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana.”

Em seu livro Huizinga nos conta que:
  • Nas sociedades antigas, não havia distinção entre jogos infantis e adultos;eram coletivos.
  • O jogo era considerado como um vínculo entre as pessoas, grupos, classes e gerações, entre passado e futuro. Gradualmente este caráter foi sendo perdido ao longo da história.
  • A influência educacional, religiosa e social acaba alterando os valores morais,e passa a considerar a criança como um ser não maduro para convívio com adulto, e deveria ser submetida a um “regime especial”.
  • Os jogos e divertimentos coletivos foram abandonados e o ato de brincar desvalorizado, por não ter função nas regras e crenças em voga.

Com o surgimento do capitalismo esta idéia de inutilidade ou pecado ou ligado à preguiça ou banalidade teve mais força, já que não podia ser associado à produção e trabalho e sim como algo ilícito.


Hoje: O importante no brincar não é tanto como a criança, o jovem ou o adulto brinca, mas sim qual o envolvimento, a emtrega envolvente lidando de forma cada vez mais criativa e interativa com seu mundo interno e externo. Jogando e aprendendo a Viver !

    



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